Mapa da estratégia — captura de campo por voz
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Mapa de estratégia · 30 jul 2026 · interno

Captura de campo por voz

O dado de campanha já nasce no WhatsApp. Todo produto do mercado pede que o cabo eleitoral saia de onde já trabalha e vá digitar formulário em outra tela — no mês mais caótico da vida dele. Por isso não pega.

Este não pede migração. A interface é a que já está instalada.

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Tese

Transforma áudio de campo em registro estruturado, sem ninguém preencher nada.

O cabo termina a rua e manda um áudio. O motor transcreve na própria máquina, separa os fatos — pessoa, demanda, apoio, indicação — e devolve a confirmação numerada em segundos. Ele responde sim. Acabou. Não abriu app, não preencheu campo, não aprendeu nada.

O momento que convence não é o painel. É o cara mandar um áudio desleixado e ver voltar o registro certo e organizado.
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Oposição

Existem duas automações de WhatsApp em campanha. São produtos opostos.

Fora de escopo, sempre

O bot fala com o eleitorado

  • Disparo, lista, mensagem em massa
  • Disparo em massa contratado é vedado[1]
  • A Meta restringe uso eleitoral da API; por via não-oficial o número cai
  • Mercado saturado, briga com quem vende lista
  • Não é a dor do cliente
É este

O bot fala com a equipe

  • Captura, organização, consulta
  • Uso interno, 1:1, com consentimento
  • Volume baixo, comportamento normal de número
  • Ninguém está fazendo direito
  • É exatamente a dor do cliente

A dor declarada nunca é "não consigo falar com eleitor". É "a demanda sumiu", "não sei quantos apoiadores tenho no bairro", "a resposta está só na minha cabeça". Tudo isso é problema de captura, não de disparo.

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Em ação

Não é maquete. É a saída real da máquina, medida em 30/07.

Entra — áudio de campo
0:10 · transcrito na própria máquina

"Passei na rua São Vicente, falei com a dona Maria do 340, ela pediu ajuda com vaga e creche pro filho, topa colar adesivo no carro."

A transcrição errou: saiu "vaga e creche". A extração entendeu assim mesmo e gravou vaga em creche. Em campo o áudio nunca vem limpo — o motor tem que aguentar isso.
Sai — em ~10 segundos
Registrado — 4 itens · Cordeiros
1
Pessoa · dona Maria · São Vicente, 340
2
Demanda (educação) · Vaga em creche para o filho
3
Apoio · adesivo — no carro
4
Visita · Rua São Vicente
Confirma? Responda sim — ou corrija: "2 errado, é ..."

O mesmo relato entrou por texto e por voz, com transcrições diferentes, e a dona Maria continuou sendo uma linha na base. Reenviar o áudio também não cria demanda nova — vira nova menção, que é o sinal de que ela cobrou de novo.

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Etapas

Metade do caminho acontece sem ninguém tocar em nada.

Oito etapas em três zonas. Nas pontas está a equipe, fazendo o que já faria de qualquer jeito. No meio, quatro etapas que rodam sozinhas em segundos — e é só isso que o produto acrescenta à rotina de quem está na rua.

Zona 1 · na rua o cabo eleitoral, no celular dele
01
A equipe entra por telefone Cada pessoa é cadastrada com nome, papel e território padrão. O número é a identidade — não existe login compartilhado. antes da campanha
02
O cabo manda o relato Áudio, texto ou foto com legenda, para o número da campanha. No fim da rua, andando, do jeito que sair. WhatsApp de sempre
Zona 2 · sozinho, em ~10 segundos ninguém opera, ninguém preenche
03
Transcrição local O áudio vira texto na própria máquina. Não sobe para serviço de terceiro — é o que permite tratar opinião política como dado sensível de verdade. servidor da campanha
04
Extração dos fatos Separa pessoa, demanda, apoio, indicação, visita e alerta, cada um com o trecho literal que o originou. Campo não dito fica vazio, nunca suposto. servidor da campanha
05
Confirmação de volta Chega numerada. A pessoa responde sim ou corrige: “2 errado, é ...”. Sem resposta, o registro entra marcado — em campo ninguém volta para confirmar. de volta ao celular
06
Gravação sem duplicar Um registro bruto para auditoria, mais N linhas nas tabelas. A pessoa é casada por similaridade dentro do bairro; fato repetido vira nova menção, não fato novo. base da campanha
Zona 3 · na mão de quem decide coordenação e candidato
07
Consulta e cobrança No mesmo número: “quantas demandas abertas no São Vicente?”. E às 6h chega o digest sem ninguém pedir — o que venceu, quem esfriou, qual bairro está sem visita. coordenação
08
Painel O número atualizando sozinho, por bairro. É o que faz o candidato voltar a olhar. candidato
a máquina faz alguém faz
A fronteira que não se cruza: o número só conversa com a equipe cadastrada. Mensagem de número desconhecido é ignorada. No minuto em que ele responder a eleitor, vira a outra coisa — a que é vedada e derruba o número na Meta.
/ 05
Calendário

A estratégia é uma aposta de calendário. O piloto não é o mercado.

Agora · 30 jul 26
Calibração
Núcleo rodando. Faltam 30 a 50 áudios reais para afinar a extração com erro medido, não com suposição.
04 out 26 · em 66 dias[2]
Laboratório
Eleição geral. 3 a 5 campanhas, profundidade de uso e não amostra. Serve para aprender como campanha pequena se organiza.
2027
Produto
Marca própria fechada, camada de WhatsApp em produção, base de beta testers virando lista quente.
out 2028
Mercado
Municipal. Vereador: volume alto, sem fornecedor, ticket baixo. É aqui que o dinheiro está.
Coordenador de campanha de deputado hoje é candidato a vereador depois. Os beta testers de 2026 são a lista de clientes de 2028 — o piloto compra acesso, não só aprendizado.

Em 2028 a unidade útil de território desce de cidade para bairro e rua. O modelo de dados já está assim, para não haver migração no meio da corrida.

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Mercado

O cliente não é o vereador. É o candidato a vereador.

A diferença decide o tamanho do negócio. Cadeira de vereador existe pouca; candidatura existe muita — e quem compra ferramenta de campanha é quem está disputando, não quem já ganhou.

Candidaturas a vereador em 2024 Todos com o mesmo problema, todos comprando na mesma janela de poucos meses[3]
431 mil
Cadeiras em disputa 7,4 candidatos por vaga[4] — nove em cada dez perdem, e todos gastaram antes de saber
58 mil
Com equipe de campo estruturada A fatia que tem cabo eleitoral, coordenador e volume de relato suficiente para o produto fazer diferença
a apurar[5]
A última linha é a que importa, e é justamente a que não se estima de fora — sai contada no piloto. Número de mercado inventado é o jeito mais rápido de tomar decisão errada com confiança.

Duas consequências de negócio: a receita é sazonal e concentrada, com pico brutal em ano eleitoral; e a aquisição precisa acontecer antes da janela, porque dentro dela ninguém tem tempo de avaliar fornecedor novo.

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Itajaí

Itajaí não é uma praça qualquer. É uma das mais disputadas do país.

Eleitorado
174.571
Eleitores aptos em 2024[10], distribuídos em 35 bairros e localidades oficiais[11].
Disputa por cadeira
17,2
Candidatos por vaga — 292 disputando 17 cadeiras[12]. 2,3× a média nacional, que é 7,4.
Comparecimento
76,0%
Dos aptos votaram em 2024[10]. Eleitorado que aparece é eleitorado que vale ser mapeado rua a rua.

Quanto mais disputada a praça, maior a dor: o mesmo bairro recebe dezenas de campanhas na mesma semana, e quem não registra quem já visitou queima a rua duas vezes. Disputa alta é demanda por organização — e é o que torna Itajaí um bom laboratório em vez de um caso fácil.

Candidaturas a vereador em Itajaí, 2024292100,00% do topoCom equipe de campo em rua8830,1%da etapa anterior30,14% do topoContratam2022,7%da etapa anterior6,85% do topo
Gráfico 1 — Do universo de candidaturas ao cliente pagante, em Itajaí. As duas últimas etapas são cenário, não medição[13]. Fonte: TSE, eleições municipais de 2024.
Os exemplos que rodam no motor hoje — Rua São Vicente, bairro Cordeiros — são endereços reais de Itajaí, tirados da base cartográfica oficial da cidade. O piloto já nasce falando a geografia de quem vai usar.
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Receita

Custa pouco para existir. É isso que torna o teste barato e a decisão fácil.

O concorrente cobra R$ 47 vitalício[6] por um web app de 12 telas. É clonável num fim de semana, e por isso o preço afunda. Aqui a conta é outra: transcrição e extração têm custo marginal por uso, então o modelo é assinatura por ciclo de campanha — com custo variável real embutido.

1.200Preço por ciclo-130Extração por IA-160Chip e linha-60Fração deservidor850Margem bruta
Gráfico 2 — Economia de uma campanha de vereador, por ciclo de 90 dias. Todos os valores são premissa de trabalho, listadas abaixo[13]. Fonte: modelo próprio.
As premissas, para poderem ser contestadas uma a uma
PremissaValorDe onde vem
Preço por cicloR$ 1.200[DADO A CONFIRMAR] — hipótese de trabalho. Nunca foi cobrado de ninguém, e é a premissa de que todo o resto depende
Cabos por campanha3porte típico de campanha de vereador
Relatos por cabo/dia6hipótese; sai medido no piloto
Dias de campanha90janela legal aproximada
Custo de extraçãoR$ 0,08estimativa com cache de prompt[7]
Chip e linhaR$ 40/mêslinha pré-paga dedicada
ServidorR$ 15/mêsfração de VPS compartilhada entre campanhas

Transcrição não aparece na conta porque roda local e custa zero. É a maior linha de custo dos concorrentes que usam API de terceiro — e some inteira aqui.

Quanto isso devolve, na sua conta

As premissas acima são as nossas. Mexa nas duas que mais importam — quantas campanhas e quanto se cobra — e veja o que sobra. Tudo recalcula na hora.

[DADO A CONFIRMAR] — nenhum número deste quadro foi observado no mundo. Todos são calculados a partir das premissas da tabela acima, e a mais frágil delas é o preço, que nunca foi cobrado de ninguém. Serve para testar a ordem de grandeza e achar o ponto em que a conta vira, não para projetar receita.
20
Itajaí teve 292 candidaturas a vereador em 2024.
R$ 1.200
O concorrente cobra R$ 47 vitalício por um app de 12 telas — outra categoria de produto.
1.620
3 cabos × 6 relatos/dia × 90 dias. É o que dita o custo de IA.
Cenário · [DADO A CONFIRMAR] · calculado, não observado
Sobra no ciclo, depois do custo R$ 17.008 71% da receita
custo direto o que sobra
Receita bruta R$ 24.000 assinaturas somadas
Custo direto R$ 6.992 IA, chip e servidor
Por campanha R$ 850 sobra de cada cliente
Custo por relato R$ 0,22 tudo incluído

[DADO A CONFIRMAR] — todos os valores acima são calculados a partir das premissas da tabela, nenhum foi observado.

Duas leituras que o simulador entrega e a tabela não: a margem por campanha não muda com a escala — não há custo fixo relevante, então o negócio cresce em linha reta e não precisa de volume para fechar; e o preço manda mais que a quantidade — dobrar a assinatura move o resultado mais do que dobrar o número de clientes, porque o custo por campanha é quase todo variável.

O que 2026 realmente compra

Rodar o piloto inteiro custa cerca de R$ 1.660: servidor, cinco chips e a extração de cinco campanhas por quatro meses[13]. Contra um teto de receita de R$ 6 mil. Não é um negócio — é um laboratório que quase se paga.

2026 · piloto2028 · Itajaí inteiraR$ 6 milR$ 42 mil+600,0%OtimistaR$ 4,8 milR$ 24 mil+400,0%BaseR$ 3,6 milR$ 10,8 mil+200,0%Conservador
Gráfico 3 — Receita anual em Itajaí, do piloto ao ciclo municipal. Cenários sobre a base real de 292 candidaturas; penetração de 3%, 7% e 12% é premissa[13]. Fonte: TSE 2024 e modelo próprio.
O erro de leitura seria olhar os R$ 6 mil de 2026 e concluir que não vale a pena. 2026 não é a receita — é a aquisição de cliente de 2028 paga adiantado. Coordenador de campanha de deputado hoje é candidato a vereador depois, e ele vai comprar de quem já resolveu o problema dele uma vez.

E fora de Itajaí

A tentação é multiplicar Itajaí por 5.568 municípios e anunciar um número grande. Não serve: com 292 candidaturas, Itajaí tem 3,8× a média nacional por município[14]. O que a cidade prova não é o tamanho do Brasil — é que o modelo fecha numa praça só, com margem, sem equipe e sem venda complexa. Replicar é decisão de distribuição, não de produto.

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Escopo

Três módulos, não doze.

Os outros nove todo mundo já resolve de um jeito ruim porém funcionando. Não se ganha a rotina disputando esses.

  • /
    DemandasPedido registrado, com responsável, prazo e retorno. O retorno é a métrica que mais queima liderança quando falha.
  • /
    Pessoas, lideranças e territóriosQuem, onde, quanto mobiliza, temperatura. Casamento por similaridade dentro do território, para a mesma pessoa dita de dois jeitos não virar duas linhas.
  • /
    PainelO número atualizando sozinho. É o que faz o candidato voltar.
/ 10
Restrição

Opinião política é dado sensível. Isso vira argumento comercial.

A LGPD trata afiliação e opinião política como dado pessoal sensível[8]. Muda o regime: base legal específica, controle de acesso por pessoa e descarte após a campanha. Quatro consequências de projeto, decididas antes de virarem retrabalho:

  • /
    Usuário nominal por telefoneO número já é a identidade. O concorrente recomenda no próprio FAQ compartilhar a mesma senha com a equipe inteira — exatamente o que não se pode fazer com base de apoiador.
  • /
    Papel define acessoCampo registra e consulta só o que é seu. Coordenação consulta tudo e recebe o digest. Sem meio-termo no piloto.
  • /
    Transcrição na própria máquinaMandar áudio com nome, endereço e opinião política para API de terceiro é transferência de dado sensível. Evitável — e evitar vende.
  • /
    Expurgo pós-eleição com data em contratoApaga tudo por campanha, inclusive o áudio no storage.
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Estado

O que está de pé, o que falta.

Verificado rodando
  • Transcrição localWhisper large-v3-turbo acelerado por Metal. Áudio não sai da máquina, custo zero.
  • Ciclo completo em ~10sÁudio de 10,3s virou registro estruturado[9].
  • Confirmação determinísticaO modelo extrai, mas não escreve a resposta — o tom não pode variar entre registros.
  • Pessoa não duplicaA mesma pessoa dita de dois jeitos casou numa linha só.
  • Fato repetido não inflaRelato reenviado vira nova menção, não nova demanda. O painel contava dois onde havia um.
Em aberto
  • Temperatura instávelO mesmo fato saiu simpatizante por texto e desconhecido por áudio. Espera o lote — não se afina prompt com suposição.
  • Calibração com voz real30 a 50 relatos, 15 cenários, com mais de uma voz. Dois cenários são críticos: pessoa simpática que não disse que apoia, e liderança sem número dito. São os dois jeitos de a base inflar sozinha.
  • Loop de correção"2 errado, é ..."
  • Consulta em linguagem natural e digestObjeto de consulta com vocabulário fixo. Nunca SQL gerado por modelo.
  • Camada WhatsAppSó troca a porta de entrada; o miolo não muda. Precisa de chip dedicado.
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Travas

Duas decisões que não dependem de código — e travam o resto.

  • Marca separada da /PLAN, sem o nome do Diego na frenteEle é Diretor Executivo de Turismo e Eventos de Itajaí, e em 2028 a eleição é a da própria cidade. Decisão estrutural, não cosmética. O inimigo já está achado: o caderno.
  • Leitura de advogado eleitoralSobre a resolução do TSE vigente, antes de qualquer campanha real usar. O produto é interno da equipe e não dispara para eleitorado — mas a validação é dele, não nossa.
O ativo garantido, mesmo se o produto não vingar: o mapeamento real de como campanha pequena se organiza, o método destilado da observação, e uma lista quente de gente que será candidata em 2028.
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Métrica

Uma métrica decide se o produto pegou.

A única que importa
Dias seguidos
De uso na semana de maior pressão. Queda depois do dia 10 significa que o produto não pegou — e é melhor saber em agosto.
Piloto
3 a 5
Campanhas, não 20. Profundidade de uso, não amostra. Retorno combinado antes de entregar: 15 min por semana.
Perfil-alvo
1+
Assessor de deputado com base concentrada em poucos municípios — o proxy mais próximo do vereador de 2028.